Páginas

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Se os tubarões fossem homens

Esses dias tenho pensado muito nos textos de Berthold Brestch e decidi plubicar esse que na minha opinião mostra a bestialidade do ser humano e a necessidade que temos em promover a guerra, e quando falo em guerra não me refiro apenas àquelas promovidas pelas superpotências, mas também as pequenas guerras que travamos no nosso dia a dia e que muitas vezes é despertada por nos mesmos sem necessidade alguma. Parece que temos a necessidade de nos sentirmos superior a alguém, seja através da lingua, da nacionalidade, da religião e de outras tantas infinitas coisas. Olhamos para o asiatico, o africano, o europeu como se ele fosse de uma espécie diferente da nossa e colocamos barreiras que não deveriam separar os seres-humanos.
Ao reler esse texto, lembro-me de uma frase do manifesto do Einstein logo apos a criação da bomba atômica: 'peço apenas que se lembrem de sua humanidade e se esqueçam do resto.'
**************************************************************************************
Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.
Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.
Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.
Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.
Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.
Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.
Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.
Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.
As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.
Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos
Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.
Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.
A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .
Também haveria uma religião ali.
Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.
Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.
Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.
Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

Grèce

Acabei de voltar de um sonho de viagem com a alma completamente renovada e cheia de pensamentos, pois cheguei a conclusão definitiva de que somos muito mais primatas do que imaginamos, afinal de contas não inventamos nada, no màximo aperfeiçoamos.
Talvez eu esteja sendo um pouco radical e acho que podemos nos orgulhar de uma coisa: a tecnologia e mesmo assim com algumas ressalvas porque as bases matemàticas jà haviam sido lançadas pelos antigos.
Dai eu pergunto: qual o nosso proposito aqui?
Outro dia estava pensando sobre o olhar de um marciano sobre os humanos e acho que ele falaria o seguinte: 'que sociedade esquisita, eles se acham tão avançados mas aprisionam animais pela simples futileza de observà-los, ao mesmo tempo em que eles se dedicam em estudar e aprimorar seus conhecimentos, a maior parte os usa para a destruição deles mesmos, e o pior de tudo, eles acreditam que barreiras geogràficas e linguisticas os tornam diferentes dos outros da mesma espècie!'
Francamente acho que nos limitamos tanto com pequenas coisas que não conseguimos usar a metade da nossa capacidade criativa para o bem da humanidade, salvo exceções é claro.
Dando continuidade ao tema, fiquei realmente surpresa com tudo o que vi: de brinquedo de criança até as bijoux mais sofisticadas e por mais que sempre tenhamos visto, lido e estudado nos livros sobre o grau de especialização de sociedades antigas não temos como conceber a terça parte antes de ver.
Além disso tudo, a Grécia me surpreendeu pela sua beleza natural - e olha que nem fui em pleno verão mas as praias, as pequenas cidades, as montanhas, as oliveiras...tudo me fazia viajar na historia. Como eu tive a imensa sorte de ir em plena baixa temporada, eu e meu namorado visitamos 2 sites arqueologicos completamente sozinhos - Delphes e Epidaure. Em alguns momentos eu achava que poderia tropeçar com alguma divindade grega perdida (rs).
E no mais, é maravilhoso ver e saber que patrimônios como a Acropole estão tão bem guardados e conservados, realmente o nivel de conservação de tudo est incroyable, e para isso eles nem precisam explorar os visitantes (as entradas de museus e sites custam menos de 10 Euros, sendo gratuita para estudantes da UE e com redução de 50% para os demais estudantes e idosos).
Pra terminar uma pequena citação de Platão que darà continuidade ao proximo post acompanhado de Brestch: ' Vivemos no mundo do irreal onde tudo o que vemos é somente uma sombra imperfeita de uma realidade perfeita

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Proximo destino...


Grécia...u-huuuuu!!!

Fin d'année

Andei uns dias sumida daqui, isso porque as férias de final de ano aqui foram uma correria só!(aqui na França o ano letivo é diferente do nosso, ele começa geralmente em setembro e vai até junho do próximo ano quando para por 1 mês, dentro desse perí odo, existem algumas semaninhas de férias em média de 2 em 2 meses).

Terminada a explicação, vamos lá:

O natal passamos aqui mesmo em Nancy, mas durante a semana visitamos uma cidadezinha próxima à Alemanha chamada Colmar. Nesse periodo a cidade organiza um ‘marché de noel’, com produtos típicos da região e do natal. Simplesmente encantador!

Como esse foi meu primeiro natal aqui, quis participar de todos os preparativos, menos é claro da parte de preparar a comida =) essa definitivamente não é das minhas maiores habilidades.

Fui ao mercado com a minha sogra e compramos tudo para a ceia: Foie gras, ostras, frutos do mar, caviar etc etc. Além da comida maravilhosa, a decoração estava simplesmente deslumbrante! Realmente o natal aqui é um evento, e um evento lindo!

Na semana seguinte, com o nosso esp írito desbravador, eu, Vince e uns amigos partimos de Nancy para Luxembourg (pais pequenininho que fica a 1 hora aproximadamente daqui). Visitamos a cidade que foi construída sobre montanhas e falésias e que possui uma arquitetura lindissima, além disso, esse é o pais que possui a maior renda per capita do mundo, deve ser por isso que víamos tantos Porsches, Mercedes e Land Rover pelas ruas.

Seguindo nosso caminho fomos parar em Lille, no norte da França, onde passamos nosso revéillon acompanhado de bons amigos e de uma roda gigante depois da meia noite...ê vidão!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Neige

Ver a neve é realizar um sonho de criança, as ruas ficam lindas todas branquinhas e repletas de enfeites que anunciam o natal, definitivamente parece que aqui estamos mais proximos do papai noel e consequentemente da realização de todos aqueles pedidos e desejos que fazemos no final do ano, tomara!
Esses dias estava refletindo sobre o ano de 2010 e felizmente percebi que fiz um monte de coisas, as vezes chego até a me confundir com alguns marcos desse ano achando que aconteceram em 2009 de tão repleto que 2010 tem sido.
Eu quero que 2011 seja tão significativo quanto esse ano!
Enquanto ele não chega, a neve, o frio e a saudade são ingredientes que me ajudam a refletir sobre as novas decisões.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Récyclage

Uma das coisas que me deixam feliz aqui é saber que posso contribuir um pouco mais com a 'saude' do meu planeta, através da reciclagem. Separamos o lixo comum, os vidros, papelão plastico e aluminio seguem juntos em sacos plasticos que o governo fornece e que a empresa responsavel pela coleta de lixo retira junto com o lixo comum. Os vidros jogamos em uma espécie de lata especifica para isso e cada bairro possui algumas em pontos estratégicos, sendo cada morador responsavel em jogar os vidros nas latas.


Resumindo, é uma atitude tão simples mas que faz toda diferença, e na boa não entendo a dificuldade do Brasil em implementar isso, talvez porque o nome da dificuldade seja ma vontade politica, afinal não existem muitos eleitores que exigem isso.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Paix

'As pessoas querem a paz mas so cultivam a guerra'
Não sei quem foi que disse essa frase, talvez Bob Marley, mas é apenas pra comentar um pouco da triste situação do Rio de Janeiro, quando entro no Facebook pra matar as saudades dos meus amigos so vejo posts desesperados de pessoas querendo saber se podem passar por algum lugar com medo da violência que assola a cidade junto com tanques de guerra e a morte de centenas de pessoas.
Agora o mais triste é ver que a maior parte das pessoas apoiam toda essa chacina promovida por agentes do Estado. Realmente não acredito que matar todos os traficantes do RJ ( se é que é possivel) vai resolver o problema maior da violência na cidade, precisamos mudar nosso pensamento e exigir que o governo tome uma atitude coerente para elilinar com o trafico de drogas e não somente promover uma maquiagem na zona sul da cidade pra garantir mais um mandato.
Bem, fica aqui meu recado e desabafo, se queremos mudar a realidade da nossa cidade precisamos começar essa mudança por nos mesmos.